Arquivo | dezembro, 2012

Tudo novo, é ano novo.

28 dez

Odeio retrospectivas, mas também não sou muito fã de perspectivas. Assim como não vou fazer o meu “saldo” do ano passado, não terei planejamentos pro ano que vem.

Porém, ontem fui surpreendida com a seguinte pergunta: “tá, mas como foi teu ano, o que tu achou?”. Me dei conta que meu ano foi dividido em duas partes, primeiro e segundo semestre, algo bem definido. 

O primeiro semestre foi tranquilo, de muito trabalho, muito estresse enquanto o segundo minha vida virou do avesso, ficou tudo calmo, com muito trabalho também, mas calmo, leve, gostoso.

Enfim, acabei fazendo um leve saldo do passado, mesmo não querendo. E agora, me pego pensando: qual a necessidade de só pensarmos no passado e no futuro uma vez por ano? Por que só no ano novo? Fria e estupidamente, todos os dias são novos, todos os meses são novos. Meio estúpido ter que determinar uma data única para traçarmos metas e repensarmos as cagadas.

Deveríamos fazer isso diariamente, antes de dormir: o que eu posso melhorar amanhã, o que foi bom hoje e o que não foi. Simples, mas diário…

Desejo a todos, bom inicio de 2013, com mais amor na vida das pessoas. Amor a si mesmo.

São coisas da vida

15 dez

Depois de algumas noites que eu acordo com o nascer do sol, olho para o reflexo nos vidros dos prédios, para o céu e penso: “nossa,  como é lindo”. Que acordo antes do horário que preciso e fico na cama “sonhando acordada”, conclui que eu gostaria de falar algumas coisas que eu penso, ou melhor, gostaria de conseguir expressar o que eu sinto.

Me imagino falando tudo aquilo que gostaria de dizer, mas sei que na hora, fico ali, muda, parece que algo mais forte me prende.

Se eu tivesse que escrever, nossa, consigo expressar 99% de tudo. Acho que por isso que sou boa com cartas e péssima em declarações espontâneas.

Existe uma grande discussão sobre eu ser ou não ser romântica (entre os meus amigos). Ok, admito, existe um romantismo do avesso dentro de mim, gosto do romantismo entre quatro paredes, onde eu já me sinto despida o suficiente para poder expor o meu lado mais intimo.

Não, pra mim sexo não é intimidade e sim acordar no outro dia, dormir de conchinha (algo que acho absurdamente complexo, mas não quero falar disso agora, bom assunto pra outro post!)

Eu sei que este texto tá completamente sem coerência no assunto. Que to falando de tudo e não to falando de nada. Mas, infelizmente, pra mim, falar dos meus sentimentos é assim. To eu lá me expondo e de repente to falando no céu azul e das nuvens brancas.

Engraçado, os psicos de plantão podem achar que eu cresci numa família fria, acho que no meu caso, foi o contrário, escutei tanto na minha vida que me amavam, que hoje, ouvir isso me é motivo para não atender o telefonema no dia seguinte (se eu fosse homem, eu nunca mais ligaria pra guria).

Juro que não é por mau, até porque, as poucas pessoas que conseguiram ver através desse espelho, sabem que sou extremamente carinhosa, uma manteiga derretida, chorona, manhosa, amorosa. O problema é encontrarem uma brecha, eu deixar abrir uma brecha.

Não, não acho ótimo ser tao dura assim, ser tão tensa e intensa (quando to disposta a me entregar, o que é raro, sou amor da cabeça aos pés, por tudo: amigos, trabalhos, amores). Mas quem consegue ser meio termo? Quem consegue fazer um filmizinho na sua cabeça e depois falar tudo aquilo que estava no script? Nem os atores de verdade seguem totalmente o roteiro, por que justamente eu deveria conseguir?

Pois é, mas hoje eu gostaria de poder dizer que amei muito, que a vida segue, que sinto saudade, que quero colo, que quero por perto, que (ainda) não amo mas me encanto mais e mais, que tem dias que dói, que às vezes da vontade de chorar muito, que nem sempre esse sorriso ao amanhecer é de felicidade… Queria muito poder dizer que sinto muito, que to disposta a tentar, mesmo que seja difícil, que quero jogar tudo pra cima e entrar de cabeça, de arriscar. Queria saber como dizer o que sinto, sem falar o oposto, por medo, medo de te fazer correr, medo de me fazer correr, medo de me expor, medo por não ter certeza e ao mesmo tempo, medo por desejar tanto isso.