Arquivo | janeiro, 2013

Saudade do que se faz presente mesmo ausente

29 jan

Algumas pessoas simplesmente se entendem e outras não.

É simples e complexo.

Nunca fui de acreditar em algumas coisas, mas agora eu acredito que conhecemos pessoas que simplesmente nos entendem, mesmo sem nos conhecerem por muito tempo, enquanto outras, convivemos a vida inteira e não sabem o que nos faz sorrir no final de um dia cansativo.

Engraçado isso.

Algumas pessoas marcam a gente de forma extremamente profunda, mesmo tendo feito parte de nossa vida por muito pouco tempo.

Tenho amigos que sinto muita saudade, pessoas que tive uma conexão intensa, mas infelizmente permaneceram ao meu lado por um tempo limitado. São nesses amigos que me dão uma saudade inexplicavel. Fico feliz em saber que logo matarei a saudade de um deles.

Será rápido, mas aposto que um ótimo momento.

Amigos que conheço há tanto tempo, mas que vejo tão pouco, mas que amo imensamente.

obs. meus amigos queridos, que falo diariamente, ou quase isso, obrigada por não me deixarem morrer de saudades. Os que estão longe já me fazem sofrer o suficiente. E amo vocês imensamente, não se preocupem quanto a isso.

 

O que eu quero dizer com tudo isso, que tá uma enrolação sem fim é que realmente, não é o tempo que as coisas e sim sua intensidade. Pra isso me refiro aos amigos, o melhor e mais verdadeiro amor que podemos sentir e receber, mesmo que acabe (a amizade), o amor sentindo será uma lembrança surreal.

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Memória & esquecimento

24 jan

Ter uma boa memória não é, necessariamente, não esquecer de nada nunca! É lembrar o que deve ser lembrado. Concordo com Galeano, quando ele fala que a memória sabe o que deve ser guardado.

Nada contra terapia, muito pelo contrário, mas ficar recordando de coisas que não lembro, ou não quero lembrar, não é minha praia.

Quer ter as boas lembranças daquela viagem que às vezes parecia que só tinha dado merda, quer ter boas lembranças daquele ano que passei estudando pro vestibular e não entrei no curso que eu queria, quero ter boas lembranças daquele cara que me fez chorar por dias a fio. Quero ter boas lembranças da tentativa fail de fazer uma comida diferente, do porre que eu tomei e paguei o maior mico, quero apenas as coisas boas.

Para as coisas ruins, que inevitavelmente não esquecemos, deixo que minha memória se encarregue de selecionar o que vale a pena sofrer ainda, chorar, ou me chatear.

Existem várias publicações, das mais diversas áreas, que falam desse assunto, memória, lembrança e esquecimento. Eu, como uma historiadora exemplar (jura!!) li alguns, até porque, minhas pesquisas sempre flertaram muito com a memória e o esquecimento, mas por já trabalhar com coisas complexas, nunca aprofundei o assunto. Enfim, a memória é seletiva (graças a deus, ou ao corpo humano mesmo!!). Lembramos, ou nos fazemos lembrar do que importa, do que nos interessa e do que nos faz felizes, daquelas coisas que nos fazem dar sentido as coisas. Até porque ninguém guarda “souvenirs” de algum lugar que odiou.

A memória serve para lembrar e para esquecer. Esquecer aquilo que não nos faz falta e lembrar daquilo que nos fazem seguir em frente, lembramos do que nos dá identidade, do que nos identifica.

Adoro relembrar alguns bons momentos que vivi, mas inevitavelmente lembro de ruins, mas são os ruins que me fazem perceber que cresci, que segui, que mudei ou que tenho que mudar ainda.

A memória também nos sacaneia, nos dá rasteiras e mexe conosco, lá no inconsciente, fazendo sonharmos com o que/quem não queremos. Ah, a memória, algo tão complexo ainda, que precisa de tantos estudos, que ninguém consegue compreender direito.

Mas é ela que nos faz sorrir sozinhos, chorar, nos emocionarmos. Só ela é capaz de registrar os melhores (e piores) momentos de nossa vida, as frases mais lindas que já ouvimos, as coisas mais lindas que já vimos e as melhores sensações que já tivemos. E é ela também que nos faz esquecer coisas que sofremos, pessoas que nos magoaram e problemas que vivemos.

Não se prenda em lembrar do que não importa tanto, o esquecimento faz parte da vida.

“Get a Life”

22 jan

Durante a minha graduação, que já faz um bom tempo, eu tinha uma amiga que sempre falava isso, em relação a algumas pessoas específicas. Era engraçado pois alguns dos meus colegas realmente pareciam não ter vida, de tanto que se importavam com a dos outros!

Atualmente, as pessoas ficam cada vez mais ligadas na vida alheia, e com o consentimento delas. Por quê? Facebook, twitter, instagram, foursquare, blogs, e todas as coisas que o mundo virtual permite. Tá afim do vizinho? Da uma “googlada” atrás dele, acha ele no face, twitter, instagram, foursquare, descobre qual a balada que ele vai e deu, aparece lá e com a maior cara de pau ainda diz: “oi?, tu não és meu vizinho?”. Pois é, a internet facilitou muito a vida dos “stalkers”. Antigamente tinha isso??

Ah tinha, mas a gente seguia o gatinho da praia de bici! Quadras e quadras fingindo que tava só passeando pra saber onde ele “morava” durante o verão.

Onde eu quero chegar? Simples, saia do google, vá viver a vida.

A coluna de hoje do Nizan Guanaes de hoje no Jornal do Comércio fala exatamente disso.

Segue um trecho: “Amo viajar. Viajo cada vez mais com mais intensidade. Não dá só para ficar googlando a vida, é preciso ver a vida. A vida não é online.” (texto na integra: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=114315)

Ok, o texto dele abrange várias coisas, mas fiquei pensando nisso, das pessoas que não desconectam nunca, que não falam com outras pessoas no mundo real, que conhecem o mundo via google.

Eu sigo e concordo com o Nizan, amo viajar, viajo sempre que posso e aprendi que viajar para qualquer lugar vale a pena. Pegar estrada é uma das coisas mais satisfatórias pra mim. Ver paisagens novas, culturas diferentes, provar comidas, cheiros. Minha alma se enche quando vejo uma bela paisagem, uma estrada, pessoas com feições completamente diferentes daquelas que vejo todos os dias em Porto Alegre, vestidas de acordo com a moda local. Com as poucas, mas algumas, viagens que fiz até hoje, pude perceber que pode até existir uma moda global, mas ela é local, não adianta. E para mim, apesar da sofisticação da moda européia, de cidades como Paris e Londres, eu amo os latinos.

Seguindo, para isso não virar um pseudo texto sobre moda e cultura nos países que já fui!

Até quando éramos stalkers em nossa adolescência (usando a bici ou caminhando mesmo) saíamos, descobríamos uma sorveteria diferente, um crepe com mais sabores, um cantinho diferente e lindo da praia, além de nos exercitarmos. Hoje, ninguém sai de trás de seu computador.

Viajar só onde tem wi-fi e não sair do pátio do hotel é too much, não? Pelo menos eu acho.

Não nego que eu amo ficar conectada e que se fico alguns dias sem internet me sinto desatualizada do mundo, parece que faltou algo, mas ao mesmo tempo quando fico sem celular e sem internet me sinto tão livre que quase questiono a utilidade disso tudo em tempo integral.

O que eu quero dizer é que eu concordo com o Nizan, o Google ajuda em muitas coisas, inclusive preparar-se para viajar e passear, mas não te faz vivenciar tudo isso.

Saia de casa sem celular, vá correr, ler um livro no parque, paquerar o vizinho (se for o caso), viaje, viaje muito, veja a rua, as pessoas. Só adquirimos cultura e experiência vivenciando as coisas e isso nenhum site vai proporcionar a gente.

WTF?

16 jan

Nossa, tanta coisa pra falar, vamos por ordem na cabeça…

Primeiramente eu preciso expor minha decepção diante dos franceses. Que isso minha gente??? Se manifestando CONTRA o casamento homessexual, vocês que foram maravilhosos em maio de 68, que inspiraram tantos, que inspiram até hoje, justamente VOCÊS???

Hoje, eu lendo um livro, por sinal o que ando viciada e apaixonada e com todos os sentimentos maravilhosos do mundo (depois faço um resumo deles – são dois), falavam disso, do sonho de Paris em 68, que em 71/72 já tinha acabado. Não nego que fico triste, era tão lindo, tão mágico, mas ok, tão utópico.

Acho que gosto de utopias… rs

Voltando ao hoje, fico pensando no que interfere na vida das pessoas o casamento alheio, a vida sexual alheia, a vida alheia? Gente, suas vidas são tão chatas assim que é melhor olhar a dos outros? Ou seria um medo absurdo de encarar os próprios problemas e medos?

Mais do que isso, tenho total consciência de que tudo q eu posto no facebook é publico, as pessoas acessam e tal, mas pelo amor de deus, não levem tudo  tão a sério. Me divirto quando meus pais e “amigos” vem me perguntar “como que tu tá, de verdade?” porque postei alguma coisa que achei legal. GENTE, só porque eu escuto Beatles freneticamente não que dizer que eu consuma LSD (nada contra quem use, graças a deus, preconceitos andam longe de mim! amém!). Gente, cuidem de suas vidas. Facebook, twitter e afins servem para colocarmos o que achamos bacana, para falar merda e manter contato com as pessoas. Só porque tenho fotos com cerveja, tequila, e o que for não que dizer que eu seja alcoólatra  Discordo da história de não postar nada, tenho opinião forte pacas e sei disso e sei muito bem que por isso me meto em muita encrenca, mas aie, dá um tempo e não me levem tão a sério.

Vou postar uma música e interpretam tudo errado. Aie, que saco, parem de me analisar e analisem a si mesmos. Acreditem, minha vida não é mais interessante que a tua, pra ti.

Mas, voltando aos franceses: gente, cada um cuida do que é seu (sim to falando sexualmente), deixem as pessoas amarem quem quiserem, serem felizes e terem seus direitos.

Amor livre, acredito e defendo eternamente, e não, não to falando de putaria, bacanal e cia, to falando das pessoas poderem amar quem e quantos quiserem, desde que todos estejam de acordo e estejam felizes.

Se as pessoas se preocupassem mais com sua própria felicidade, em satisfazerem seus desejos e realizarem seus sonhos não haveria tanta merda no mundo, tanto preconceito e tanta briga inútil.

 

All we need is love.

13 jan

Alguém me explica porque as pessoas tem medo de dizer e ouvir “eu te amo”. Acho o amor o mais nobre dos sentimentos.

Pra mim, amor não é eterno, não vai além da paixão e dura o resto da vida, pra mim,, amor é um sentimento puro, que me faz sorrir, que faz eu me sentir bem em qualquer lugar, em qualquer momento, que me motiva. Amar outra pessoa, ahhh, amor não é eterno, mas é sim um sentimento único, mágico e intenso.

O que estou tentando dizer é que no fim das contas não adianta tu ficar com alguém por milhões de anos se tu não te sentisses vivo nesse tempo.Lógico, sempre há momentos marcantes e tal, mas convenhamos, tem pessoas que marcam uma noite, um final de semana, umas férias, alguém que nunca mais tivemos contato, que passou pela nossa vida rapidamente mas nos fez sentir coisas das quais nem sabemos explicar, pra mim, isso é amor, na sua forma mais gostosa, mais pura, mais verdadeira. Amor não esperar, amor é vivenciar.

“Eu te amo” pode até não ser bom dia, mas também não é uma frase proibida, as pessoas não deveriam se assustar tanto com o amor. Agem como se quem dissesse “eu te amo” estava obrigando a casar e ter filhos, tava fazendo um pacto de eternidade.

Não tenho mais medo do “eu te amo” pois já amei e amo muitas pessoas que passaram e que estão na minha vida. Mas acho que mesmo assim terei que tomar cuidado ao dizer pras pessoas que eu as amo. De repente eu faça uma manual: “eu te amo não é bom dia mas também não é eterno, é só a intensidade e a pureza das coisas”.

Diga mais eu te amo, mas não só por dizer, mas quando valer a pena, quando realmente for intenso, verdadeiro. Quando alguém fizer tu te sentir vivo, feliz consigo, com o mundo, quando alguém mexer com teu interior, fizer tu sentir a alma aquecer, o coração crescer, algo inexplicavelmente bom.

Se eu tenho pra quem dizer “eu te amo”? Não faltam pessoas, mas hoje, eu lembro de alguns “eu te amei” que não falei e de alguns que falei e foram tão verdadeiros naquele momento, mas hoje não amo mais. Agora, me certifico de dizer “eu te amo” aos que amo. Não vou listar nomes, não são muitos, mas são verdadeiros e amo do fundo da minha alma. E, apesar de não acreditar em eternidade, tem amores que vou levar comigo até morrer e esses, são os melhores amores, os que terminam quando deixamos de respirar, que nos fazem seguir em frente, que nos fazem chorar, que sabemos perdoar, é o mais intenso, pois conseguimos vivenciar todos os nossos medos e sonhos.

Aproveite que é início do ano e diga mais “eu te amo” esse ano. Afinal: “All we need is love”.

 

 

Sonho bom

10 jan

Acho que na contra mão de grande parte da sociedade eu considero o ato de dormir com alguém algo extremamente intimo.
Okay! Certamente serei criticada quanto a isso! Mas pense no seu ritual antes de dormir! Eu tenho lá minhas manias e cremes! Alguém presenciar isso é conhecer algo muito intimo meu, muito mais do que me ver nua! Pois é! Quantos corpos nus você já viu? Vários, certamente! Agora me diga quantas pessoas passaram creminhos, tiraram a maquiagem (no caso de mulher), ajeitou o cabelo e escovou os dentes antes de dormir contigo?
Uma coisa é transar e dormir nu, ali exausto, de maquiagem mesmo e sem escovar os dentes. Outra coisa é tomar banho, colocar pijama, escovar os dentes, limpar a pele e ajeitar o cabelo.
Uma coisa é dormir com alguém, outra coisa é dormir junto!
Mas nenhuma impede que você tenha um sonho bom!

Verdes vales do fim do mundo

9 jan

Concordo com Antonio Bivar, quando ele fala que esse título diz tudo. Pra mim ele não se resume ao livro, mas a muitas coisas, da mesma forma que o nome do segundo livro dele: Longe daqui aqui mesmo.

É, aprendi a ser romântica. Nada de conto de fadas, romântica nas ideias. Não sei bem explicar, mas sou. Tenho uma herança, não sei vinda da onde, muito forte. Acredito, me tornei uma otimista. Obrigada a todos os pessimistas que convivi, por terem me ensinado a olhar o outro lado de tudo, e aos otimistas, por me mostrarem como é mais fácil encarar o lado bom da vida.

É, nem tudo são rosas o tempo todo. Sofro, me magoo, enfim, coisas ruins acontecem comigo e não saio ilesa. Eu poderia, agora mesmo, falar de muitas coisas que me fazem ficar triste e tal, mas não, prefiro pensar que coisas muito boas estão por vir, que coisas maravilhosa, que superam as ruins, estão acontecendo. então baby, don’t worry, be happy.

Ok, mas o que eu ia falar na verdade era sobre o Antonio Bivar. Obrigada por me emprestar este livro, grande presente de 2012. Acho que eu nunca mais serei a mesma depois de ler Antonio Bivar. Meu deus, me apaixonei de tal forma pelo texto desse homem, que só vendo.

Ele tem uma narrativa exatamente como eu adoro, aquela que prende, que te faz entrar na história, vivenciar os acontecimentos. Admiro quem consegue escrever assim. Entro num mundo que não vivi, num período que já estudei e li tanto sobre, que tem dias que me pergunto se não tô na época errada, vivendo da maneira errada.

Dai toda a ideia de ir pra Quebec, de virar hippie e me juntar ao Rainbow. Pois é, possivelmente essa é mais uma de minhas ideias romanticas, utópicas, que eu nunca faça. Mas viver com as leis do amor, pra mim, isso é o ideal. E sim, sou totalmente a favor do amor livre (não da putaria e libertinagem, vejamos bem, são coisas muito diferentes!!!), sou a favor da felicidade acima de tudo, da paz, do amor, das coisas boas. Isso é o que eu mais tenho desejado a todo mundo que conheço e principalmente as pessoas que me magoaram, machucaram e me fizeram sofrer em algum momento da vida.

Acredito na lei do retorno, de que tudo que vai, volta. Que as energias que enviamos, voltam.

Okay, perdi o foco, queria mesmo era falar do Antonio Bivar… Acabei viajando em outras cositas. Talvez porque ultimamente eu ande assim, meio dispersa, meio confusa, meio querendo tudo, hiperativa, feliz, apaixonada. É, acreditem, aprendi que vale muito se apaixonar diariamente, por nós mesmos, e isso não é ato de egoismo.

Talvez seja coincidência, mas sigo indicando o livro do Antonio Bivar: verdes vales do fim do mundo e longe daqui aqui mesmo.