“Get a Life”

22 jan

Durante a minha graduação, que já faz um bom tempo, eu tinha uma amiga que sempre falava isso, em relação a algumas pessoas específicas. Era engraçado pois alguns dos meus colegas realmente pareciam não ter vida, de tanto que se importavam com a dos outros!

Atualmente, as pessoas ficam cada vez mais ligadas na vida alheia, e com o consentimento delas. Por quê? Facebook, twitter, instagram, foursquare, blogs, e todas as coisas que o mundo virtual permite. Tá afim do vizinho? Da uma “googlada” atrás dele, acha ele no face, twitter, instagram, foursquare, descobre qual a balada que ele vai e deu, aparece lá e com a maior cara de pau ainda diz: “oi?, tu não és meu vizinho?”. Pois é, a internet facilitou muito a vida dos “stalkers”. Antigamente tinha isso??

Ah tinha, mas a gente seguia o gatinho da praia de bici! Quadras e quadras fingindo que tava só passeando pra saber onde ele “morava” durante o verão.

Onde eu quero chegar? Simples, saia do google, vá viver a vida.

A coluna de hoje do Nizan Guanaes de hoje no Jornal do Comércio fala exatamente disso.

Segue um trecho: “Amo viajar. Viajo cada vez mais com mais intensidade. Não dá só para ficar googlando a vida, é preciso ver a vida. A vida não é online.” (texto na integra: http://jcrs.uol.com.br/site/noticia.php?codn=114315)

Ok, o texto dele abrange várias coisas, mas fiquei pensando nisso, das pessoas que não desconectam nunca, que não falam com outras pessoas no mundo real, que conhecem o mundo via google.

Eu sigo e concordo com o Nizan, amo viajar, viajo sempre que posso e aprendi que viajar para qualquer lugar vale a pena. Pegar estrada é uma das coisas mais satisfatórias pra mim. Ver paisagens novas, culturas diferentes, provar comidas, cheiros. Minha alma se enche quando vejo uma bela paisagem, uma estrada, pessoas com feições completamente diferentes daquelas que vejo todos os dias em Porto Alegre, vestidas de acordo com a moda local. Com as poucas, mas algumas, viagens que fiz até hoje, pude perceber que pode até existir uma moda global, mas ela é local, não adianta. E para mim, apesar da sofisticação da moda européia, de cidades como Paris e Londres, eu amo os latinos.

Seguindo, para isso não virar um pseudo texto sobre moda e cultura nos países que já fui!

Até quando éramos stalkers em nossa adolescência (usando a bici ou caminhando mesmo) saíamos, descobríamos uma sorveteria diferente, um crepe com mais sabores, um cantinho diferente e lindo da praia, além de nos exercitarmos. Hoje, ninguém sai de trás de seu computador.

Viajar só onde tem wi-fi e não sair do pátio do hotel é too much, não? Pelo menos eu acho.

Não nego que eu amo ficar conectada e que se fico alguns dias sem internet me sinto desatualizada do mundo, parece que faltou algo, mas ao mesmo tempo quando fico sem celular e sem internet me sinto tão livre que quase questiono a utilidade disso tudo em tempo integral.

O que eu quero dizer é que eu concordo com o Nizan, o Google ajuda em muitas coisas, inclusive preparar-se para viajar e passear, mas não te faz vivenciar tudo isso.

Saia de casa sem celular, vá correr, ler um livro no parque, paquerar o vizinho (se for o caso), viaje, viaje muito, veja a rua, as pessoas. Só adquirimos cultura e experiência vivenciando as coisas e isso nenhum site vai proporcionar a gente.

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Uma resposta to ““Get a Life””

  1. Laura janeiro 22, 2013 às 14:53 #

    tem como não amar? guria, tu escreveu tudo… sério, tu lê meus pensamentos??
    lindo demais teu texto =)

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