do fim ao começo

5 mar

Músicas que fazem suspirar.

Livros que fazem viajar.

Filmes que emocionam.

Ninguém é tão insensível a ponto de nunca reagir a nada. Pode-se ficar muito tempo sem reações, mas dai é doença.

Um aroma, um gosto, uma lembrança, que faça rir ou chorar, são coisas que não tem preço. Ah e como é bom suspirar por um amor, mesmo que esse já tenha acabado!, mas que se sabe que foi lindo.

Aquela saudade gostosa, que faz sorrir no meio de um dia estressante e que faz acreditar que tudo pode ser lindo outra vez.

Saber aceitar que algo acabou é difícil, se não fosse, ninguém sofria com a morte.

Saber que algo chegou ao fim é difícil, pois o novo assusta. São poucas as pessoas que gostam daquele frio na barriga do começo. Sem falar, claro, da sensação de fracasso que o fim nos dá, e a parte do luto, de aceitação, de rever conceitos, erros e acertos…

É complicado chegar ao fim, mas sou daquelas que ve o copo meio cheio, não sempre, mas vê.

O fim pra mim é um recomeço e sou daquelas que ama o friozinho na barriga do inesperado.

Falando de forma geral, quando algo acaba, a sensação de vazio é grande, lógico, o que dói, confunde, cansa, assusta. Enquanto pensar em algo recomeçar, de novo, cansa mais ainda, desanima, da um grande desespero.

Agora, especificamente, fim de relacionamentos, além do vazio terrível, da sensação de fracasso e de tristeza, e lógico, a certeza de que nunca mais haverá força o suficiente para se recomeçar algo, eis que recomeçam os frios na barriga, as borboletas no estômago, as dúvidas, incertezas, “dates”, ligações, sms… e assim vai. E pra mim, todo relacionamento deveria ter gostinho de começo, de incertezas, de risos do nada, de sorrisos maliciosos, de beijo roubado, de quero e não quero, de mistério e sedução.

O fim de nada, além da morte, é o fim eterno. Tudo sempre recomeça, e o gostinho do recomeço é sempre de começo, de primeira vez, de suspiro, romance (mesmo que não seja de relacionamentos amorosos), de dedicação e de medos, mas quele medinho de que amanhã deixe de ser assim, com borboletas no estômago e suspiros aleatórios.

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