Arquivo | abril, 2013

quarto de hotel

25 abr

Hoje, lendo uma matéria no Jornal do Comércio, escrita pelo Cris Vieira (queridíssimo da cultura) sobre uma peça de teatro que não lembro o nome mas quero assistir (infelizmente tá no RJ), uma das atrizes (eu acho) fala que o cenário é um quarto de hotel porque é um local passageiro.
Tá, se eu disser que pensei nisso o dia todo é mentira, mas pensei muito nisso, quando deu, e me dei conta que a nossa vida é um quarto de hotel. Tendo em vista que eu não acredito em eternidade. Me deparei com muitos “adeus” em menos de um ano. “adeus” a pessoas que eu amava, ou que, pelo menos, eu gostava muito. Um sentimento que na hora me dou muito, lógico, mas que passam. Não deixei de seguir minha vida, da mesma forma que elas não deixaram de fazer isso (até onde eu sei, todas elas estão muito bem, obrigada!).
A vida é passageira, os amigos são passageiros, os amores também… Principalmente os amores…
Engraçado pensar nisso, pensar que hoje vivemos algo intensamente, bom ou ruim, é, assim como a tristeza é passageira, a felicidade também.
Não me incomodo em perceber que nós somos como quarto de hotéis, que vivem momentos inesquecíveis, bons e ruins, guardamos rachaduras, móveis estragam, precisam de reformas, repaginadas, podem ficar um tempo vazios, mas sempre voltam a ficar ocupados… Enfim, pelo que eu li da peça, essa é a ideia mesmo, de sentimentos, crenças, que passam ao longo dos anos, que mudam. Não por mal, mas porque na vida tudo é momentâneo.
Gosto da ideia de quarto de hotel, pois sempre que viajo, junto com toda a animação, tem um medinho que acompanha, aquela sensação de novidade, mesmo indo pra um lugar que eu já fui toda a minha vida, centenas de vezes.

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Liberdade

22 abr

antigamente eu até entenderia, mas nos dias de hoje eu não consigo entender.as pessoas começam a namorar e perdem a individualidade, a personalidade, a liberdade. que isso? num mundo em que se busca mais amor, mais liberdade, mais tudo, as pessoas se resumem ao que a outra espera/faz ou qualquer coisa do gênero.
vi pessoas geniais abandonarem projetos muito bons porque começaram a namorar. Ok, ok, entendo que o tempo fica mais curto, eu já namorei e não foi por pouco tempo, mas eu não deixei de mão meus projetos, nem ele. Pelo contrário, havia uma ajuda mútua, um empurrava o outro, para frente, pra cima, não atrasava os planos, ajudava a acelerar…
Me orgulho de tudo que constui e que ajudei a constuir.
Mas o que me choca é ver pessoas capazes de mais, muito mais, e que largam tudo por um relacionamento. Não julgo ngm, cada um faz o que que de sua vida, lógico, mas gente, por favor, mais amor próprio também. Ninguém vai sair correndo ao ver a pessoa ao seu lado realizar seus sonhos e se sentir feliz.
aprendi que não devemos desistir dos sonhos até tentar realizá-los. se não der, ok, mas caso contrário, abandonar assim, por abandonar, aie gente, por favor, sejamos adultos e encaremos a realidade, amores vão e vem toda hora, e a chance de realizar um sonho?
pra mim, é mais fácil acham um novo amor… rs

Enfim, tô chegando a conclusão que namorar nos dias de hoje significa morar junto em uma semana, em dividir a cama todas as noites, de seg a seg, sem tempo para dormir um dia sozinho e acordara com saudade, sem a chance de planejar algo, sozinho, não necessariamente para conquistar sozinho, mas algo mais pessoal. que seja, tô começando a me assustar com toda essa liberdade entre os relacionamentos, onde um tem que estar todo o tempo conectada a outra pessoa, onde a liberdade aprisiona e a prisão liberta. acho que relacionamentos tão se tornando complexos, chatos, cansativos e tornam as pessoas mais presas, menos elas mesmas, como se fosse necessário sonhar sempre os dois juntos, realizar, só se for junto, caso contrário, esquece teu passado, teus sonhos antigos, teus desejos de adolescente, de fazer “quando fosse grande”. Aquela vontade de pular de paraquedas ou acampar no mato, agora que tás namorando, não tens mais o direito de querer isso, se a outra pessoa não quiser também…

É, prefiro a liberdade com a solidão do que uma liberdade acompanhada dentro da prisão, sem poder sonhar e realizar sozinha, o que eu considero essencial.

saudade

17 abr

saudade é quando o amado já foi mas o amor não- Neruda

Não acredito em distância, em amor a primeiro vista, muito menos em eternidade.
A vida me ensinou a ser tão racional e dura que deixei de lado tudo aquilo que se pode acreditar. Acredito no amor, a vida, ao próximo, aos amigos, não acredito em romance, em conto de fadas, em felizes para sempre. Quisera eu acreditar.
Queria ser como algumas amigas minhas que acreditam que um dia irão casar e ter filhos e serem muito felizes ao lado do grande amor da vida delas.

Eu? Acredito que me dedicando muito vou ter sucesso nas minhas escolhas, na minha vida profissional. Casamento, filhos, amores, nah, isso eu deixo pra elas… Deixo pra eu ir no casamento de várias, ser madrinha, subir no altar sem precisa dizer o sim. Em ir no batizado para segurar o bebê e me certificar de que ele crescerá bem e de que terá uma tia muito bacaninha e maluca para ir nos finais de semana e após as baladas. Aquela tia que dá chocolate antes do almoço, quando criança e que dá camisinha, quando adolescente…

Ainda bem que no mundo tem os dois lados, as meninas românticas, que acreditam e esperam um grande amor, e as “duras”, que simplesmente vão indo, entre paixões, encantos, mas sem romances, sem flores, sem beijos de bom dia.

Assim, como tem os homens que mandam as flores, tem os que não telefonam, nem no dia seguinte, nem nunca mais. Prefiro a segunda opção, sem nada a perder nem a ganhar.

Acho que hoje, tanto os homens quanto as mulheres procuram romance, num mundo vazio de sentimentos, com exesso de alcool e sexo fácil. Procuram alguém para dormir junto, para telefonar, para sair pra jantar. Enquanto algns acreditam que o mundo virou individualista, eu acho que o mundo tá carente, que as pessoas tão carentes, procurando romance em becos escuros, em pessoas cheias de cicatrizes.

Enfim. Saudade da época em que eu acreditava em conto de fadas, em felizes para sempre. Ou não. Gosto de ser uma cinderala que nao quer achar o principe e sim seu sapato favorito de volta.

‘q dure o tempo q vc gostar de mim’

16 abr

Semana passada, lendo a coluna do Ivan Martins na Época e, hoje, escutando A Banda Mais Bonita da Cidade, tive certeza que não sou romântico mas que sou uma eterna apaixonada. Apaixonada pela vida, pelos meus amigos e por amores.

Quem não gosta de se apaixonar que a tire a primeira pedra. Mas aprendi que se apaixonar por ume pessoa dá tanto trabalho que prefeiro me apaixonar diariamente por mim mesma, pela vida, pelas coisas simples que me fazem sorrir.

Acho que vou levar esse trecho (título do post) como lema: ‘que dure o tempo que você gostar de mim […] só me deixe quando o lado bom for menor que o ruim’. Concordo com isso e tudo aquilo que passa a ter o lado bom menos qe o ruim eu deixo pra tras. Coisas ruins não encantam ninguém, não movem ninguém, a não ser pro lado contrário.

É, Across the Universe (filme que o Ivan começa seu texto e o qual eu amo muito) fala de um tipo de amor que eu acho mágico, perfeito e por isso utópico, assim como tudo que aconteceu de mais belo nos anos 60/70. Tudo tão belo, profundo e utópico. Acredito em sonhos, em amores, mais do que nisso no real, no concreto, no dia a dia.

Mas desejo que um dia todos consigam viver novamente num desejo real de paz e amor, porque se continuar do jeito que tá, eu tenho medo do que vai acontecer.

Mais amor a tudo. E que as coisas ruins fiquem para tras, se forem maiores que as boas.

eu que não amo você

3 abr

Pronta para dormir, varias coisas me surgiram na mente, entre elas saudade grande do que passou, alegria imensa pelo que ficou (sobretudo as boas lembranças e sentimentos). Mas pensei em tempestades.

A gente sempre usa a metáfora de céu azul e ensolarado para coisas boas, mas penso que nem sempre tempestades são ruins. Elas servem como renovação. E eu, pelo menos, que amo mudanças, adoro um dia após ao outro, bem diferente, com seus vendavais, tempestades, nuvens e céus cinzas. A vida não poderia ser feita apenas de sobra e água fresca. É tão bom uma nevezinha para sacudir, fazer acordar…

O que faz a gente seguir, não são as planices, são as montanhas, a sensação de queda livre, o medo da alegria incondicional, medo que acabe, e a certeza que um dia vai acabar.

Não tem quem não tenha sofrido de amor, perdido um grande amigo, um parente, ter tido uma briga absurda por nada com os pais, ter chorado no travesseiro até pegar no sono, ter corrido quilomeros para não sentir aquela dor insuportável na alma.

Assim como não tem quem não tenha suspirado pelos cantos “por nada”, ter sorrido a tona no meio da rua ouvindo uma música, ter chorado de rir, ter se apaixonado, ter sentido “borboletas no estomago”, aquele frio na barriga do primeiro encontro, do primeiro dia de aula… Não tem quem não tenha se sentindo em queda livre, de tanta alegria, a sensação de poder conquistar o mundo.

Não importa nada, no final das contas, se eu amo ou não você. Importa é que todos mundo sente milhões de vezes as melhores e piores coisas da vida, e o que vale é saber que mesmo que eu não ame você, certamente algum dia eu vou amar outra pessoa, assim como outra pessoa vai te amar. E assim a vida segue, como uma roda gigante. Parando, andando, assustando, nos fazendo sorrir, sentir medo, adrenalina, endorfina, com direito a sussurros, a beijos e apelos, saudades, lembranças e esquecimentos.

Agora, não importa se eu não amo você.

(500) days of summer

1 abr

às vezes a vida nos prega algumas peças, outras, nos presenteia com coisas maravilhosas.

Eu tava escutando o soundrack do filme (500) days of summer e fiquei pensando nisso… Ok, todo mundo já teve um coração partido, mas todo mundo supera e acho que a parte mais difícil são as lembranças.
Enfim… resumidamente, o filme mostra uma linda história que termina como a maioria, corações destruídos  Mas precisa ser sempre assim? Não somos nós mesmos que destruímos nossos corações ao criarmos expectativas com tudo? Ao invés de aproveitarmos todos os bons momentos, ficamos remoendo o que não temos mais.
Cada dia mais deveríamos dar valor para aquilo que temos.

É só olhar em volta, milhões de tragédias, e mortes, aqui e em vários lugares. Adianta mesmo sofrer pelo que nem existe mais ou esperar pelo que ainda nem aconteceu e nem sabemos se vai acontecer?

A cada dia que passa, essa é a lição que tenho. e acho que não poderia ser melhor. Aproveitar, cada segundo que tenho, viva, saudável, com as pessoas que amo em volta.

Isso é o que eu tenho a dizer numa época em que as pessoas perderam a fé, que as pessoas se tornaram frias, distantes, amargas. Acredito cegamente que se damos o bem é ele que retorna, que sorrisos geram sorrisos, que coisas boas atraem coisas boas.

Enfim. A vida é feita de momentos, não deixe-os passar: ENJOY!