Arquivo | maio, 2013

Cabe até o meu amor

30 maio

Sobre amores e desamores, eu cansei de amar.
Cansei de amar o que não me faz suspirar, o que não me faz sorrir. Cansei de amar o que não me impulsiona para frente, o que insiste em me deixar presa. Cansei de amar o que não me deixa livre para amar.

Cansei também de paixões vazias, platônicas, lúdicas.

Não tô em busca de um grande amor, pois o tipo de amor que considero mais importante eu já achei: amor próprio e pelos meus amigos.

Acho que o amor complementa, não sufoca, não cansa.  Amor é para ser bom, para sorrir, para curtir as borboletas no estômago.
Amor bom é aquele que a gente não esquece, mesmo depois que acaba. Amor bom é quando deixa de ser paixão e continuamos sorrindo. Pode doer, machucar, fazer sofrer, mas o lado bom sempre prevalece.
Amor não é sinônimo de eternidade mas de felicidade enquanto dure.

É disso que eu falo, é isso que eu sinto, é isso que eu quero, que dure enquanto eu gostar de você, enquanto você gostar de mim.
Nada de desistir antes de viver, de largar o barco no meio do rio por teimosia, por medo de morrer afogado na beira da praia.

 

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“Depois de Maio”

18 maio

So cute, sweet.

Não sei traduzir o que senti ao ver o filme “Depois de Maio”. Produção francesa que fala do pós maio de 68 em Paris.

Trilha sonora que me arrancou suspiros, boas lembranças e tudo mais que eu pudesse imaginar…

Sai do filme flutuando, sonhando acordada, numa leveza inexplicável!
Hoje, me dou conta que estamos no final de maio e percebo que é época de deixar algumas coisas irem, assim como os ideais de 68 se foram, com o tempo.
Aquele ideal de paz e amor, de liberdade, a utopia romântica do comunismo, além de tantas outras coisas.

É, chega uma hora que as coisas começam a nos deixar, nem sempre somos nós quem deixamos as coisas…. Nem reparamos, mas desapegamos, seguimos em frente. Entretando, há outas que parecem não descolar, que ficam assombrando, eternamente.
As boas e más lembranças são o que nos formam, que definem nosso carater, nossa visão de mundo, sonhos e medos. Por isso, aprendi a lidar com minhas cicatrizes, sem elas eu não seria eu, eu não teria aprendido, errado, me arrependido, mas também não teria sorrido, amado, suspirado, vivido intensamente.
Hoje tô pronta pra dizer adeus, virar a página, a viver um pós maio. Com menos utopias, mas com muito amor. Com menos sonhos inatingiveis, mas ainda assim sonhando alto. Com mais maturidade, menos ilusões, menos desespero, menos vontade de correr, sabendo esperar o tempo de cada coisa.
Hoje sou capaz de dizer que te amo, que te amarei pra sempre pois o amor nunca se acaba. Ele apenas se resguarda.