Sobre romances

10 jun

Essa semana é dia dos namorados. Grandes bosta, penso eu! Não porque eu não tenho namorado, pois sempre pensei isso, mas porque é a data mais forçada da face da terra! As pessoas se desesperam para arranjarem alguém até o dia 12 de junho só para terem cia nesse dia.
Sem falar, claro, dos restaurantes lotados, da obrigação de compra de presentes e dos moteis com fila.
Desculpem-me os apaixonados, mas odeio o dia dos namorados, acho brega presentes escrito “eu te amo” e coisas do gênero e acho pior ainda ficar na fila do motel para transar por “obrigação” devido a uma data.

Enfim, apesar de tudo isso, adoro um bom romance, e nem tô me referindo a um tipo de literatura, ou a conto de fadas imaginários. Tô falando daquele tipo de relacionamento leve, gostoso, que te faz sorrir ao acordar ao lado da pessoa, sem nenhum motivo aparente, pelo simples fato dela estar ali. Aquele romance em que não há declarações de amor exageradas, nem demonstrações de afeto via redes sociais, mas um belo jantar com vinho em plena segunda-feira, um cinema na terça e quarta-feira jogados no sofá assistindo seriado e comendo cachorro-quente. Aquele romance bobo, de andar de mãos dadas, deitar no parque para ler, comer chocolate e fazer nada.
Momentos juntos, que são perfeitos, que sabemos que valem ser guardados para eternidade no coração, mas ao mesmo tempo aquela liberdade gostosa de ir e saber que pode voltar, tranquilamente, que nada vai mudar, que o se afastar por um final de semana não é uma separação, é o respirar sozinho apenas e que no domingo a noite, antes mesmo do final do Faustão, estaremos dividindo aquele mesmo sofá da quarta feira, assistindo a repise daquele mesmo seriado e deliciando um saboroso vinho, com uma comidinha feita com aquela preguicinha de domingo mas com gostinho de caseira.

Aqueles romances que não são de cinema, mas que são tranquilos, que não há brigas e cobranças, que um entende o outro com o olhar e o sorriso. É a segurança em saber que posso te ligar porque fiquei doente e quero tua cia, um chazinho feito com o teu amor, mas, que também posso te mandar mil mensagens naquele dia que não íamos nos ver, pois eu ia sair com minhas amigas, mas cheguei em casa bebinha, com vontade de dormir nos teus braços. Saber que vais responder, e vir correndo me aquecer.

Da mesma forma como tu podes bater às três horas da manhã bêbado na porta da minha casa dizendo que esqueceu do caminho da tua, com aquele sorriso de sem vergonha e de saudade.

Ahh, esses romances em que não temos tempo de brigar, apenas de amar e amar. Que só lembramos de sorrir e sermos felizes. Em que não há mal tempo.
Ahh, esses romances que parecem um sonho, mas são muito reais.
Que começam e terminam sem notarmos, que vivemos intensamente, nos apaixonamos profundamente, mas que dura tanto quanto um belo suspiro.

Esses, são os romances que acredito que valem a pena, pela intensidade, profundidade, pela delicia que é viver isso ao lado de alguém.

Portanto, não desejo amores eternos, desejo mais amor, mais paixão, mais romances com suspiros e sorrisos. Muito mais suspiros, por favor.

 

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