Arquivo | outubro, 2013

Museu para todos ou para poucos?

25 out

No dia 04 de outubro de 2013 foi realizado um jantar no MARGS, da associação de amigos deste museu, no espaço onde está ocorrendo a Bienal. Ninguém havia sido avisado, e segundo relatos, os mediadores ficaram surpresos quando começaram a ver a montagem de uma mesa cheia de velas e a expulsão de visitantes do local. A supervisora responsável se recusou a ceder mediadores que ficassem no local para mediar os ilustres VIP’s, que pagaram 2 mil reais cada pelo jantar de arrecadação de fundos para a aquisição de obras para o acervo do museu.

Erro n° 1: o jantar aconteceu ao lado de uma obra de papelão, correndo o risco de incendiar.

Erro n° 2: todas as normas básicas do MARGS foram desrespeitadas: comeram, beberam e fumaram no local, inclusive sendo relatado terem achado cacos de vidro no dia seguinte.

Após presenciar isto, a supervisora responsável foi cobrar satisfações do diretor do Margs, o Gaudêncio Fidelis. Como resposta, ele a humilhou dizendo que ela não fazia parte de nada (tendo em vista que ela foi contratada pela Fundação Bienal do Mercosul para supervisionar o espaço/mediadores). A situação tornou-se insustentável e ela pediu demissão.

No Facebook do MARGS foram divulgadas as fotos do jantar, recebendo muitas críticas do pessoal da Bienal nos comentários. Logo, o Gaudêncio mandou retirar tudo da rede social. A equipe que está trabalhando no MARGS passou a ser assediada moralmente e escreveu uma carta para a Fundação Bienal do Mercosul relatando o ocorrido. Não houve quaisquer posicionamento deles, pois a diretora e a curadora da Fundação estavam presentes no jantar.

Neste meio tempo, a Zero Hora ficou sabendo da carta, que vazou na internet, mas acabou sendo retirada e falou com o Gaudêncio, que afirmou que não havia perigo de realizar um jantar a luz de velas dentro do MARGAS, pois havia falado com os bombeiros e a Patrícia (diretora) afirmou que os mediadores não estão lá trabalhando para ficarem relatando o que aconteceu (acredito que o repórter tenha tentado falar com alguém que estava presente no jantar).

Como resposta a isto, no dia 10 de novembro vai acontecer uma performance/manifesto no MARGS, organizado por Cláudia Moura (segue o link do evento no facebook: https://www.facebook.com/events/239542066203938/), segue descrição do evento: “Levem pipoca, bolacha recheada, refri, frango com farofa, batata frita, suco tang, isopor com cervejinha bem gelada. Chega de passar fome enquanto visita a exposição! E se o segurança reclamar, é só dizer que você é convidado do diretor. ;D”.

Sobre limites

20 out

Cheguei a uma idade que eu acho que não sei mais como as coisas funcionam.

Antigamente as regras do jogo eram BEM esclarecidas, havia paquera, pedido de namoro, noivado e casamento. Ponto, simples assim. Não havia a opção de terminar relacionamentos.

Dai (viva a liberdade!!) passou-se a terminar namoros, ter-se vários, diversos namorado(a)s ao longo da vida, até achar o “the one”, noivava-se e casava-se.

Ok.

As coisas sempre evoluem, para termos mais opções…. passou-se a ficar, namorar, namorar, namorar, morar junto, noivar, separar, voltar, casar. Uma infinidade de opções que eu ainda me sinto perdida.

Então eu questiono, mais uma vez, para que rotular tudo isso? Porque, na boa, ficar com alguém por quanto tempo torna-se namoro? Namorar por quanto tempo torna-se noivado? Morar junto é estar casado? São perguntas que me faço quando penso que vale muito mais a pena quando se deixa as coisas fluir, sem taxações, cobranças, atucanações e lógico, expectativas, o tempo todo.
Honestamente, desculpe-me quem discorda, mas é a minha mais sincera opinião: para que dizer que tá namorando? que noivou e tudo mais? O que vale não é estar do lado da pessoa que se curte.

Nada vai me convencer do oposto. Rótulos me cansam, me desgastam. Acho desnecessário ser obrigada a definir o que tenho com alguém, se, de fato, eu tô com a pessoa.

Muito confuso? Serei didática:

Do que adianta namorar se metade das pessoas que namoram alguém, ou moram junto, ficam putiando por ai? É putiando mesmo… Logo, não obrigada, quero ter alguém do meu lado livre, absolutamente livre para ir e vir, e se que ela não vai ir se gostar de mim, ela vai ficar ao meu lado, mesmo que ela não “meu isso ou aquilo”, mesmo que não seja MEU. As pessoas deveriam ficar JUNTAS e não pertencerem umas às outras.

Ok, meio pesadinho pra sábado a noite.

Mas, essa história de ser preso, de pertencimento, me desculpem, não cola pra mim.

sobre amar

12 out

Para mim existem dois tidos de pessoas: aquelas que eu admiro e aquelas que eu não admiro. Felizmente convivo com muitas que admiro, por diversos motivos. Infelizmente, preciso conviver com tantas outras que me pergunto diariamente qual o problema delas.
O que me faz admirar, ou não, uma pessoa, não é baseado em julgamento e sim em modo de viver. Admiro quem se preocupa cm as suas coisas e corre atrás dos seus sonhos. Me desculpem, não sei admirar pessoas vazias, frias, preconceituosas e só sabem questionar as atitutes e escolhas alheias. Assim como quem é invejoso e vzio.

Admiro muito quem segue suas crenças, sem prejudicar ninguém, sem apontar o dedo do pq tu não és assim também.
Gosto de viver na diversidade, na liberdade de escolha. De não ter que me maquiar, fazer chapinha, academia, ter a bunda “na nuca”, peito siliconado. Admiro os hippies, por isso, pois eles não se preocupam se tu és gordo ou magro, o que importa é o que tens por dentro.
Odeio gente mentirosa e mau caráter, não sei lidar com mentiras.

Não sou santa, amém!, muito pelo contrário, sou bem imperfeita, atrapalhada, confusa, indecisa, mas tento, dia após dia dar o meu melhr em tudo q eu faço. Ser honesta comigo, em primeiro lugar. Ser honesta com os meus sentimentos, desejos e sonhos, por mais malucos que sejam.

Admiro pessoas que sonham. Que enxergam além da caixa. Admiro quem sabe respeitar, até mesmo quando não concorda. Na verdade, principalmente neste circunstancia.

Odeio brigas e discussões, me desgastam, me cansam, me aborrecem. Não acho que eu seja mais certa ou mais errada, não acho que as pessoas devam ser como eu sou, nem quero, sou chata pacas, Mas gostaria que as pessoas fossem mais elas mesmas e não um padrão imposto.

Queria acreditar em fidelidade, o que tem sido impossível nos últimos dois anos! Queria acreditar num amor além do sexo, o que também tem sido difícil. Queria acreditar em relacionamentos.

Mas é dificil acreditar nas pessoas, é difícil admirar um terceiro, Hoje, todos que admiro são grandes amigos, amém por tê-los!!! Dificil acreditar que eu vá encontrar alguém que seja como eles, que aceite-os da mesma forma que eu aceito. Até porque, para mim, estar numa relação não basta gostar, me achar linda e bla bla bla, tem que querer e admirar todo o pacote: familia e amigos. Meus sonhos, medos, desejos, ambições e fraquezas.

Acho que é por isso que tem sido tão dificil admirar.

na vida, tudo se conquista, nada se convence.

8 out

Não se convence alguém a confiar em ti, se conquista a confiança da pessoa.
Não se convence alguém a te amar, se conquista o amor.Não se convence alguém ser teu amigo, se conquista a amizade.
E assim vai.
Na vida, nada se convence, tudo se conquista.

Conquistamos, ou não, a confiança de alguém,  o amor de alguém e por ai vai.
Sim, não sei viver de convencimentos, até porque, sou cabeça dura e teimosa pacas.
Mas, em compensação, adoro ser conquistada, adoro conquistar.

É, adoro conquistar tudo, adoro o gostinho de saber que valeu a pena todo o esforço.

Assim como, gosto de ser conquistada, gosto da ideia de mudar de opinião, de ver que eu tava errada, ou pelo menos com uma visão equivocada das coisas.

Nas relações, entre pessoas, sobretudo, tu não deve tentar convencer alguém de que tu vales a pena, ou de que deve estar numa relação, essas coisas se conquista, junto a tantos outros sentimentos e nisso sim eu acredito. Acredito que um relacionamento se constroi a partir da conquista, de tudo e não de rótulos.
Não preciso dzer que estou num relacionamento sério para ser fiel, até porque, o mais vejo é gente que se diz num relacionamento saindo por ai e trovando metade da cidade.

Dai eu volto ao ponto inicial, não se convence alguém a alguma coisa, se conquista. Só que, para se manter a pessoa conquistada não é tarefa fácil, e isso as pessoas esquecem.
Uma vez conquistada, não é garantia de nada.

sobre o fluir da escrita

1 out

Eu nunca achei que eu escrevia lá muito bem, mas eu sempre amei escrever, tanto que desde que me lembro por gente eu tenho diário. Sim, ainda tenho, agora são dois ou três cadernos, um ou dois bloquinhos rascunhado com várias coisas, desde desenhos, textos, trechos de livros, até os mais profundos e sinceros sentimentos e pensamentos.
Acho que gosto de escrever porque eu e as palavras temos uma boa relação, tenho uma fluidez que não sei explicar e isso foi desde sempre. As coisas surgem na minha cabeça de forma natural, mesmo quando se trata de um texto acadêmico (monografia, tcc, artigo, dissertação). Okay, se eu não to com cabeça, dai também não adianta, não sai absolutamente nada, posso ficar horas olhando o cursor piscando que nada vai sair mesmo. Sorte minha é que normalmente só preciso de uma leve concentração que vai, uma ou duas leituras. Se domino ou pelo menos me interesso pelo tema, dai sim, consigo, de quebra, fazer um jogo de quebra-cabeças e encaixes de citações que depois nem eu acredito que eu fui capaz.
Acho engraçado esse meu “dom”, digamos assim.
Lembro  meu ex-namorado escrevendo a dissertação dele e depois o projeto de doutorado, eu ficava nervosa porque ele demorava horas para fazer um parágrafo, ficava lá pensando e repensando nas palavras enquanto eu ia lá discorrendo sobre os assuntos com uma naturalidade que eu nem se quer considero normal, mas adoro. Lógico que depois eu preciso de uma bela de uma revisão pois normalmente, além de comer mil palavras (oh yeah, eu super me empolgo as vezes) eu repito muitas palavras sem me dar conta (só ler meus textos aqui).

Enfim. Acho que escrever não é um dom que eu tenha, mas a arte de deixar meu pensamento guiar minha escrita sim.
Nem sempre essa fluidez é boa. Muitas vezes eu acabo escrevendo o que não devo, por pura empolgação, e dou “enter” em mensagens que talvez, se refletidas por algum momento, não seriam enviadas…

Mas acho que se eu seguir escrevendo e seguindo a fluidez do meu pensamento, vou mudar de assunto… e não é essa a intenção.