Arquivo | novembro, 2013

sobre o reconhecimento

22 nov

Ninguém faz as coisas “a toa”, por fazer e ponto. Todo mundo espera ser reconhecido, de alguma forma. Eta, quanta frustração na vida.

Pois é, passamos tempo demais esperando o reconhecimento alheio, fazendo para agradar e não porque realmente queremos fazer algo. Faz parte, queremos agradar as pessoas que gostamos, queres vê-las sorrindo, enfim, mas ai, vem a frustração, quando não há o reconhecimento.

Ok, para ampliar a discussão, não me refiro apenas a relações pessoais, mas também profissionais. Se faço um trabalho que considero foda e que me esforcei muito para ser feito, lógico que vou querer ser reconhecida por isso. Só que, hoje, me pergunto, quem é, de fato, reconhecido no meio profissional tem mérito ou apenas é bom “político”?

Atualmente tenho refletido muito sobre o que quero da minha vida, tanto pessoal quanto profissional. E cada vez mais penso que quero apenas ter uma vida tranquila, da qual eu acorde e durma com vontade de viver, simples assim.

Todo mundo quer ganhar prêmios e reconhecimentos, tanto pessoal quanto profissionalmente, mas será que vale o esforço? Não vale mais a pena se auto reconhecer pelo belo trabalho feito? Se auto satisfazer com as coisas? Realizar SEUS sonhos, para si mesmo, ao invés de gastar tempo, dinheiro e energia realizando os sonhos alheios?

Ok ok, não acho que devemos ser um bando de egoístas, mas pensar nos outros acima de nós mesmos é surreal, é ruim. Focar em nós mesmos não é sermos egoístas, frios e qualquer outra coisa ruim, fazer as coisas que temos vontade, seguir nossos princípios, crenças e desejos é ficarmos felizes e como consequência, fazer feliz quem nos ama, por tabela.

Nada como o final do ano para refletir sobre isso, sobre aprender a se cuidar mais, esperar menos dos outros, diminuir a quantidade de frustrações, até porque, expectativa gera, consequentemente, frustração. Agradar mais a si, ao invés de desagradar a si mesmo para agradar os outros. O reconhecimento, normalmente, não compensa.

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Afinal, a arte é para todos?

7 nov

Entre tantos assuntos, mais uma vez me cai nas mãos essa história toda da Bienal.

Lamentável, sempre amei arte por acreditar que através dela a vida pode ser melhor, mais bonita, mais intensa, mais leve, mais tudo! Dai, eu leio uma declaração dessas (segue link: http://coletivoam.wordpress.com/2013/11/04/declaracao/) e só tenho a lamentar. Lamentar que algo que deveria levar cultura, prazer, enfim, despertar sensações nas pessoas, as constrange, me revolta e me decepciona.

Acho que nem tenho muito o que dizer sobre tudo isso, apenas fazer o mínimo, publicar esta carta e dizer aos envolvidos, aos mediadores e a todos aqueles que acreditam que o museu deveria ser um espaço público, onde as pessoas possam transitar, mesmo que queiram apenas “passear”. Ninguém é obrigado a ser um grande entendedor de nada, vamos deixar isso muito claro, cada um com suas qualidades e conhecimentos (ponto!). Mas o mínimo contato e interesse que as pessoas tenham em ir até lá, conhecer o prédio lindo, tomar um belo café…. enfim, deve ser mais do que preservado, deve ser incentivado.

Por isso, após lerem essa DECLARAÇÃO, não se intimidem, não deixem de ir até lá, muito pelo contrário, visitem o MARGS, o MEMORIAL DO RS, são espaços públicos, os quais são mantidos com dinheiro nosso.

Espero estar conseguindo fazer com que várias pessoas leiam isso que está se passando, pois considero inadmissível. Arte para todos pfv. Além, claro, de respeito, que, ao meu ver, nem deveria ser considerado ser “pedido”.