Na ponta dos pés

14 jan

Inevitavelmente, ao longo da nossa vida nos relacionamos com muitas pessoas; algumas nos tiram do chão, nos deixam nas nuvens, mexem com nosso consciente, outras com o inconsciente, aquelas que nos fazem sonhar acordados ou viver sonhos, mas tem aquelas que nos deixam nas pontas dos pés.

Creio que todas são “válidas”, não as que sejam melhores ou piores, as que fazem bem ou mal, mas que sim, que todas influenciam na forma como vimos e vivemos os próximos relacionamentos…

Gosto da ideia de ponta dos pés porque me lembra muito de uma frase do Miró, “deixe seus pés bem firmes no chão para poder sonhar mais alto”. Demorei mais do que eu gostaria para compreender as palavras de um dos meus artistas favoritos, e hoje concordo com ele. Se sonhamos sem ter “os pés no chão”, corremos o risco de cair no devaneio, de uma ida sem volta e sem rumo “real”.

Para mim, relacionamentos não são muito diferentes disso… é ótimo alguém que te leve à “três metros acima do céu”, mas que volte e viva a vida real, que saiba que existem dias ruins e bons, irritações e brigas, turbulências e sol. Por isso, adoro as pontas dos pés, que me permite sonhar, flutuar, por alguns segundos, ter a sensação de “surreal”, mas que logo sei que é real, concreto, verdadeiro.

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