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Sobre seguir uma carreira

31 ago

Por muitos e muitos anos da minha vida eu pensei “o que eu quero ser”. Entre escolher diferentes profissões e carreiras, cursei História, com o sonho de trabalhar como Historia da Arte, pesquisadora, curadora e por aí vai. Fiz mestrado seguindo esse sonho.
Finalizei meu mestrado absurdamente desiludida com a crueldade do mundo acadêmico e fui ao mundo empresarial, afinal, “lá eles se matam mas o salário é bom”. Como a gente se engana quando tem vinte e poucos anos… Entrei no marketing querendo seguir na área da cultura, trabalhar com marketing cultural, mostrar para as empresas a importância de investir na cultura local. Pff, mais uma ilusão… Acabei entrando de cabeça e corpo e alma e saúde física e mental no marketing empresarial, na correria do dia a dia, do estudo constante, da atualização quase que em tempo real (afinal, o mundo digital é um caos, as coisas mudam a cada semana, e o mais lento tá correndo!).
Vou mentir se eu disser que todas essas experiências não me propuseram inúmeras alegrias. Muitas. Além de terem permitido que eu conhecesse pessoas maravilhosas e que amo muito. Mas também me deixaram de herança tendinites, dores nas costas, crises de ansiedade, intolerância ao gluten e à lactose, entre algumas coisinhas mais…
Depois de quase um ano literalmente afastada de todas essas escolhas. Lendo e me atualizando ainda, mas no meu ritmo. Depois de abrir mão de viver perto da minha família, de estar desempregada em plena crise nacional, de fazer trocentas entrevistas e escutar inúmeros nãos, de fazer entrevistas das quais tu não consegue acreditar que existam pessoas que tratem as outras como um lixo, ou como “piores” porque estão em busca de um emprego, de ter que lidar com medo e frustração, passei a repensar muito sobre “o que eu quero da minha vida”, ou “que carreira eu quero seguir”? Não é uma resposta fácil, lógico. Logo eu, geminiana, que gosto de tudo, que queria fazer tudo.
Pensei em fazer doutorado, voltar para a história da arte, ou trabalhar com terapias holísticas, algo que acho muito legal, que me interessa muito, seguir no marketing, lógico!, me aprofundar mais em eventos, quem sabe redes sociais?! São inúmeras dúvidas e milhões de opções e respostas, mas nenhuma conclusão, apenas mais uma grande dúvida: Por que eu preciso escolher uma carreira pro resto da minha vida? Acredito que EU não preciso de uma carreira, de status, de cargo, preciso pagar as contas, comer e me divertir. A coisa que mais tenho questionado é por que eu preciso trabalhar que nem um camelo, se no final do dia eu não vou ter pique nem pra jogar bolinha pro meu cachorro? Do que adianta eu receber milhões de reais se me sinto infeliz, frustrada, pressionada, angustiada, humilhada, durante todo o meu expediente? Se a cada domingo a noite é uma tortura porque sei que segunda tenho mais cinco dias de trabalho árduo onde não me sinto realizada ou mesmo respeitada.
Não sou inocente em achar que aí fora, no mercado, estão pagando super bem para ter o emprego dos sonhos, sei bem que o emprego tá escasso, pagando mal e exigindo muito. Mas um ambiente legal, onde exista respeito, não quero ter bff, mas respeito SIM, cumplicidade e pegar junto quando a coisa fica feia. Ver o colega do lado tão animado quanto eu, dando o seu melhor, me ajudando a eu dar o meu melhor e permitindo ser ajudado. Sem competições e egos. Sabendo que tem sim espaço para todos sempre. Sabendo mais ainda que cada um tem suas dificuldades e suas facilidades… Sem puxar o tapete para ganhar um cargo, um status, um aumento. Acredito no ganha-ganha, na hierarquia, no respeito, na amizade e sobretudo no companheirismo.
E isso tudo faz eu perguntar todos os dias para mim mesma, se eu realmente preciso ter tanto, preciso trabalhar tanto, preciso de status, de nome, de carreira. Afinal, o que vale não é a essência das coisas? Como diria Saint-Exupéry “Só se vê bem com o coração” e eu concordo completamente isso. A gente só se vê bem quando nos olhamos para dentro e nos vemos através do nosso coração.

 

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#girlboss

19 maio

girboss

Quem ainda não assistiu Girl Boss, corre pro Netflix e vê. É uma série bem divertida que fala de muitas coisas, sobretudo de amizade. Faz a gente ter vontade de levantar da cama e ir conquistar os sonhos. A história de Sophia é clichezona, mas pouco importa, vale cada minuto de cada episódio.

Assistindo Girl Boss, pensei muitas coisas e uma delas é que são poucas as séries que tratam o empreendedorismo partindo do zero, de alguém quebrando a cara e depois conquistando seu “lugar ao sol”, com muito esforço. Ok, não lembrei de nenhuma outra na verdade. Todas as histórias que eu escuto e leio de empreendedorismo são de pessoas que tiverem uma ideia genial e ficaram ricas, simples assim!! Desde vendas de cupcakes até venda de roupinhas de bebê com tema zen. Pessoas que largaram seus empregos para terem qualidade de vida e oh meu deus!, estão trabalhando de casa e ganhando milhões e viajando o mundo. Em GirlBoss, o papo é BEM DIFERENTE! É uma guria que não tem muito, mas tem criatividade, boa vontade e bom gosto, e partindo disso cria uma loja no e-bay, mas não vai pensando que daí vem todo o sucesso e deu, que nada, daí que a história desenrola, e para todos os lados… desde a vida amorosa dela, familiar e profissional. Tudo se enrola e desenrola, como ‘na vida real’, que a gente infelizmente não consegue separar uma da outra para resolver as coisas em tempo hábil.

Sophia, em GirlBoss dá um show do que é ser mulher nos tempos de hoje, não depender da família e ser solteira. De ter que correr atrás, se preocupar com tudo, e às vezes jogar tudo pro ar. Uma dica de série para mulheres e homens se divertirem, repensarem se estão apenas trabalhando ou fazendo o que gostam. Admiro quem consegue tocar um trabalho próprio, com automotivação, diariamente correndo atrás, sem deixar a peteca cair na hora do problema, admiro muito, até porque, espero ter esse gás um dia e tirar do papel minhas ideias.

Segue o trailer de Girl Boss!

é dia de feira

18 maio

feira

Se tem algo que me faz feliz é ir na feira. Quando preciso ir nessas feiras de rua, atrolhadas de gente fico absurdamente irritada, porém, ter que ir no sacolão (estilo uma feira, em local fechado, que funciona todos os dias) eu fico muito animada, mais ainda quando vou sozinha e posso passear bastante, calmamente olhando todas as opções de coisas para fazer comida!

Ah sim, quinta-feira é meu dia eleito para ir no sacolão comprar as coisas para casa e principalmente para fazer comida pra Lucy (meu cachorro, que não come mais ração!). Enfim, o sacolão tem muitas opções de verduras, frutas, legumes e para completar descobri hoje que tem mudas de temperos. Lá funciona de uma forma muito prática (pelo menos nesse maior que vou aqui nos Ingleses): tem um preço único R$2,49, para tudo, que dizer, praticamente tudo, o que não é este valor, por exemplo os verdes (alface, rúcula, radite, etc), custam R$1,69 e tem uma plaquinha, assim como o que custa mais o que R$2,49. É super organizado, limpo, sempre tem vários funcionários vendo se as coisas estão boas e se todas as gândulas estão cheias. O atendimento é ótimo. Mas, tem coisas que ainda não me acostumei…. Funciona tipo um supermercado só com a parte de “feirinha”, porém, não tem saquinhos para colocar as coisas, só sacolas e eu tenho o péssimo costume de querer colocar tudo meio que junto (na hora de pesar ok, porque os valores é o mesmo para quase tudo), mas na hora de carregar e guardar em casa é pura burrice.

Quem tiver a chance de ir a um sacolão um dia, recomendo. Comprar coisas saudáveis, fresquinhas, saborosas, num lugar organizado, limpo e com bom atendimento, não tem coisa melhor.

Eis mais uma experiência delícia de morar na praia. 😀 vida mais saudável sim, com mais qualidade e mais feliz.

Assim, chego à quarta semana morando aqui. Somando ótimas experiências (mesmo depois de uma gripe que me deixou quatro dias na cama), cheia de alegria, leve, sorridente e extremamente agradecida pela oportunidade de estar aqui.

sobre morar na praia

12 maio

Todos dizem que é lenda, mas ir à praia todos os dias depende exclusivamente da tua boa vontade! (ou seja, acordar cedo e ir antes do trabalho, nem que seja para dar “um cheiro” no mar!).

Ok, são apenas três semanas que eu tô morando na praia, mas tem coisas que já se tornaram muito claras para mim:

  1. é como morar no interior, só que com MAR! e com a leveza que só praia permite existir;
  2. sim, as pessoas andam mais a vontade! só usa jeans quem tá indo trabalhar em algum lugar que exija isso;
  3. nada (lojas) abre sábado a tarde e domingo, exceto o supermercado grande e as farmácias;
  4. todo mundo te cumprimenta na rua, com um oi, mas cumprimenta (pelo menos na minha rua é assim);
  5. bicicleta é off rules total, regras de trânsito para quê? PORÉM, os nativos mega respeitam ciclistas e pedestres;
  6. não existe conteiners e não tem lixeira nas ruas, e NÃO TEM LIXO NO CHÃO!!!!!! é muito limpinho aqui, o pessoal respeita as lixeiras dos prédios, separam o lixo direitinho e cada prédio é responsável por colocar seu lixo na rua no dia que passa o caminhão;
  7. todo dia, pontualmente às 12h30, passa um carro vendendo ovos graudos, com uma música engraçada q eu não paro de rir;
  8. a casa toda tem areia, todos os dias, mesmo que ninguém saia de casa! ela entra pela janela, eu acho;
  9. teu cabelo sempre parece sujo de maresia, ou seja, haja creme de hidratação;
  10. a internet é uma bosta, comparada com a que eu tinha em Porto Alegre, mas não me faz alta alguma ter uma internet bombástica;
  11. os valores começam a mudar aos poucos, querendo ou não, sobre tudo, sobretudo, quando se fala em aquisições;
  12. ter uma bicicleta é indispensável para sobrevivência e idas ao supermercado;
  13. sacolão é vida;
  14. bolsa: artigo de luxo desnecessário;
  15. coisa ruim? para mim, só o ar seco que eu demoro para me acostumar, e até lá…. sinusite faz parte dos meus dias!

Pode parecer meio que exageiro, mas morar na praia tem mais coisas legais do que eu poderia imaginar, mesmo quando eu pensava que um dia eu ia morar na praia… mesmo quando eu desejava isso profundamente!!!

sobre_crer

29 mar

pray_devient_artCada religião-crença-ceita tem seus dogmas, seus deuses, seus santos, mas no fundo, vocês já se deram conta de que são TODAS IGUAIS? Simmm!!! Todas acreditam em algo superior, que tem um poder superior e que graças a ele estamos vivos e a dele devemos tudo. Todas buscam algum tipo de “salvação” e a paz, porém dentro de seu clã! Aí que mora o problema!!!! Cada um que crê em algo acha que seu Deus e sua Fé é maior que a do outro.
Discordo completamente! Para mim, se todas as pessoas religiosas respeitassem de fato a sua religião, iriam propagam apenas coisas boas, iriam irradiar bons sentimentos de amor, sempre! Constantemente! Além disso, iriam respeitar que o meu Deus não é melhor nem pior que o dele. Todos merecem respeito, sobretudo a fé alheia. Não preciso frequentar a tua igreja, nem rezar para o teu Deus, mas posso simplesmente aceitar que ele faz bem para ti, te traz o teu melhor, te dá paz, assim como o meu Deus faz isso por mim.
O mundo precisa de paz, de amor, de compreensão, de carinho. Falta carinho. Sobra fé, fé egoísta, onde se acredita que algo é melhor que outro. Nada é melhor ou pior, ninguém é melhor ou pior, as coisas e as pessoas são diferentes, com energias diferentes, em tempos diferentes!
Alguns demoram anos para perceberem algo, outros horas. A vida é assim, cheia de diferenças e isso que torna o viver um constante aprendizado…

Se fosse fácil todo mundo fazia

31 jan

É simples assim a vida, se as coisas fossem fáceis, todo mundo faria igual! Todo mundo alcançaria as mesmas coisas… Independente de gostos diferentes, todo mundo chegaria longe, alcançaria os sonhos e desejos…. Mas não, almejar as coisas e conquistar não é fácil, nem um pouco!

Às vezes a gente tenta e tenta e tenta mais um pouco e ainda assim só se ferra! Dai sempre tem aquele consolo clássico “se não foi é porque não era para ser”. Acredito nisso, cegamente, mas também acredito que quando desejamos algo com todo o nosso coração, verdadeiramente, a gente alcança, mesmo que demore muito.

Descobri que eu nunca tive um sonho de verdade, do fundo da minha alma. Várias coisas que busquei até hoje (e muitas delas desisti e n acalcei!) não eram sonhos meus, eram projetados de outras pessoas. Na verdade, a maioria. Não foi ruim isso, pois só sou quem eu sou agora porque passei por isso, porque hoje reconheço isso, tenho consciência e tal.

Mas me entristece muito saber que um sonho só meu, um desejo verdadeiro vindo do coração, eu nunca tive! Talvez conhecer o Hawai seja um deles…, mas me parece tão pouco. E depois que eu for lá e conhecer?! Vou passar para outro lugar que eu queira conhecer? Não vejo moral nesse tipo de coisa…

Pois então, nem ter um sonho verdadeiro é tarefa “fácil”. A gente almeja 200 milhões de coisas ao longo da vida. Desde coisas fúteis e superficiais (na maioria das vezes é isso) até se curar de doenças e tal… Mas dai para e pensa, um sonho para valer MESMO! De verdade! Aquele que vem do coração… Parece algo um pouco mais confuso e complicado!

Ano do Galo de Fogo

16 jan

s4njg0atwae-joshua-newton2017 promete!

Promete ser um ano para acabar com tudo e recomeçar. Sabe aquelas viradas drásticas das coisas? Que precisam ter um fim, de fato, para ressurgirem?! Tenho essa a sensação sobre 2017.

Não vai ser fácil. Nada fácil. Não vai ser docinho, nem se comparado a 2016!! Desculpe, não sei me iludir quando não sinto de verdade algo! hehehe 2016 foi tenso, intenso e terrível! #sqn. Pelo menos para mim, foi um ano pesado (tipo aqueles dias de verão que tá um calor dos infernos e tá quase caindo um temporal, tu sente o ar pesado mesmo, úmido e aquela tensão pré-temporal!!). Para mim, isso descreve 2016! 2017 vai ser o temporal, o que tem que ficar fica, o que não tem,o vento, a chuva, a tormenta vai levar embora!

Nessa transição de ano, me dei conta de sentimentos loucos, intensos, os tornei racionais, isso não que dizer que os superei ou “deixei para lá”. Isso que dizer que tomei consciência de que nem tudo é tão claro, que nem tudo é tão certeiro, mesmo quando temos certeza e que a gente muda, que todo mundo muda, e muito, o tempo todo. Sempre penso que mudar é bom, odeio inércia, odeio gente que depois de 10 anos seguem com a mesma rotina, o mesmo pensamento e com os mesmos hobbies (gente sem graça!!!).

Acho que não é fácil. Conseguir racionalizar qualquer coisa é tarefa complicada, exige tempo, saco e um belo pacote de papel, porque é bem doloroso. Aprender a olhar para nós mesmos, para o nosso interior, para nossas dores e amores, sem filtros, sem julgamentos é tão complicado que dói. Tipo dor física, tipo doença do corpo físico também!

Por isso, o que eu sejo para este ano do Galo de Fogo é mais introspecção, mais auto conhecimento, e acima de tudo, algo que estou aprendendo, aos poucos, mas com muita dedicação: compaixão!